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Amigos do Trem

Organização da Sociedade Civil de Interesse Publico CNPJ 04.717.670/0001-84


 

       A ONG Movimento Nacional dos Amigos do Trem fundada oficialmente em 05 de junho de 2001, e qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Publico (OSCIP), nos termos da Lei 9.790/99, pelo Ministério da Justiça no processo n.º 08026.000236/2004-00, autuado em 09 de janeiro de 2004, e publicado no Diário Oficial da União no dia 21 de janeiro de 2004, tem a finalidade de criar os mecanismos legais e operacionais para gerir o funcionamento do transporte ferroviário de passageiros entre os municípios de Matias Barbosa, Juiz de Fora, Ewbank da Câmara, Santos Dumont, Antônio Carlos e Barbacena, importante meio de transporte na região até 1997, quando foi desativado. A OSCIP/MNAT tem como objetivos: promover a cultura, o turismo, o desenvolvimento sustentável, defender o patrimônio histórico público das ferrovias nacionais além de incentivar a modernização do mesmo. A OSCIP/MNAT possui vários segmentos no Estado de Minas Gerias e no Brasil, em decorrência do apoio de inúmeras pessoas que incentivam e apóiam o transporte ferroviário de passageiros como mecanismo de desenvolvimento social e econômico do país, visto que este é amplamente utilizado na Europa, América do Norte e apresenta ampla expansão em países vizinhos como a Argentina. 

Conheça também: http://sbpn-trens.blogspot.com

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Viagem Experimental, assista o vídeo, o sonho virando realidade.           


Prezados Amigos da Ferrovia,



Amigos Amantes das Ferrovias e dos Transportes sobre Tilhos, colocamos um sistema de doações no site através do pagseguro, agora todos vocês que gostam e acompanham o nosso trabalho podem nos ajudar com doações para que nossa entidade possa continuar a desenvolver atividades em prol deste importante modal de transporte.

Desde já, muito obrigado a todos que fazem parte da OSCIP Movimento Nacional Amigos do Trem, seja como voluntários, simpatizantes, sócios ou como doadores. 

OSCIP Amigos do Trem, está também realizando uma Campanha Nacional de doação no valor de 1 REAL (UM REAL) , visando a reforma da Litorina. Por isso contamos com seu apoio de divulgação na rede para 300 mil pessoas. As doações podem ser em nome da ONG Movimento Nacional Amigos do Trem, Banco do Brasil, Agência nº 0024-8, Conta Poupança n.º: 49.878-5.

Acreditamos quando atingirmos esta meta, o Trem Litorina estará pronto para sua viagem inaugural.

Peça a seus 10 amigos mais próximos para participarem e posteriormente os mesmos peçam mais 10 amigos.

Publicaremos no nosso site, orkut e sites parceiros o andamento das doações peças compradas e serviços executados com fotos e vídeos.

Você doador ou qualquer cidadão tem direito a conhecer os bens ferroviários do Projeto Expresso Pai da Aviação, como forma de transparência, ética e respeito a sua participação
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Paulo Henrique do Nascimento

Presidente da OSCIP – Ong Movimento Nacional Amigos do Trem

(32) 9961-1463 / 3235-0295
amigosdotrem@ig.com.br
www.amigosdotrem.com.br

Viagem Experimental, assista a reportagem.



A Viagem  Experimental foi realzada no dia 27 de novembro de 2009, a Litorina partiu em sua primeira viagem expermental da estação Central de Juiz de Fora em direção a cidade de Santos Dumont. Estavam presentes diversas autoridades das Prefeituras de Juiz de Fora, Santos Dumont, autoridades do DNIT entre outras.

Fotos inéditas da Viagem Experimental...


 O projeto “Expresso Pai da Aviação”, considerado como Projeto Piloto do Departamento Nacional de Infra-Estrutura Transportes (DNIT), foi elaborado em 2006 pela OSCIP Movimento Nacional Amigos do Trem em parceria com o Ministério dos Transportes e as Universidades Federais de Juiz de Fora (UFJF) e Viçosa (UFV), faz parte do Programa Nacional de Revitalização das Ferrovias do Ministério dos Transportes, visando a preservação do patrimônio público ferroviário, mais especificamente das regiões da Zona da Mata e Campos das Vertentes, através da reativação do trem turístico regional de passageiros no trecho que abrange os municípios de Matias Barbosa, Juiz de Fora, Ewbank da Câmara, Santos Dumont, Antônio Carlos e Barbacena, totalizando  um percurso de aproximadamente 125km. 
 
    A base de dados que possibilitou a elaboração do projeto propriamente dito foi à realização de um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Gestão (EVTE), viabilizado através de recursos liberados pelo Ministério dos Transportes e de um convênio firmado entre as acima citadas OSCIP e Universidades. Tal estudo contempla o memorial descritivo da operação de transporte ferroviário de passageiros para o trecho Matias Barbosa/ Barbacena, as previsões de demanda e de potencial turístico e a relação detalhada da infra e super-estrutura a ser utilizada. 

Aprovação da População ( 92%)

A área de influência do projeto  abrange 2 milhoes e 500 mil habitantes

Para a viabilidade do projeto, realizou-se pesquisa pela UFV e UFJF, quantitativa e qualitativa nas áreas abrangentes dos 6 municípios envolvidos.

Foram entrevistadas 26.426 pessoas.



       O projeto visa, também, reintegrar parte do patrimônio ferroviário à vida cotidiana da população, visto que a grande estrutura que dá suporte a ele (estações, armazéns, caixas d’água, cabines de sinalização, passarelas, linha férrea, etc), é vista atualmente como um entrave à “objetiva” vida citadina. Grandes trechos de linha férrea sem uso ou utilizados apenas para transporte de carga, edificações abandonadas, deterioradas ou ocupadas de forma irregular, falta de sinalização causando perigo e transtorno nas passagens de nível, todos esses problemas podem ser apaziguados com a utilização desse patrimônio ferroviário tão significativo na história do desenvolvimento das cidades através, não só do seu potencial turístico, mas principalmente do seu valor social. A presença do trem nos citados municípios, acompanhado das diversas atividades sociais, turístico/culturais previstas, irá contribuir para a divulgação e preservação do patrimônio público ferroviário desses locais e também para o desenvolvimento de outras áreas tais como economia, educação, lazer, meio ambiente e transporte, geração de emprego e renda, resultando na melhoria da qualidade de vida dessas comunidades e a implementação de um turismo consciente.

Objetivos do Projeto:

     
      • Contribuir para a preservação da memória ferroviária brasileira;

      • Valorizar a memória local através da revitalização arquitetônica do local;

    • Utilização do patrimônio público ferroviário como espaço social de lazer, cultura, educação e turismo aproveitado pela comunidade local;

      Incentivar e propiciar a revitalização do entorno com a participação da comunidade;
    • Ampliar as possibilidades de turismo regional, cultural e ecológico;

    • Disponibilizar espaço para uma área técnica de manutenção das locomotivas e vagões, gerando emprego e renda;

    • Dar suporte ao projeto “Expresso Pai da Aviação”, tanto em relação às atividades culturais desenvolvidas no local, quanto à utilização da oficina para a manutenção do trem turístico;

    • Valorizar os ex-funcionários da Rede Ferroviária através da sua participação no projeto.

    • Projeto Habita Vida – será desenvolvido em parceria com a PERMEAR no entorno da linha férrea, tendo início em Santos Dumont como projeto piloto inédito no Brasil. Articula a intervenção urbana com a promoção do ser humano. Além disso, propõe como concepção original o resgate da identidade e o desenvolvimento da auto-estima, da personalidade e da consciência cidadã dos indivíduos envolvidos, através de sua educação e capacitação na utilização de materiais e técnicas alternativas e artísticas no trabalho de qualificação de espaços privados e públicos, melhorando o aspecto visual, sensorial e vivencial de habitações populares e áreas urbanas.

       
       

     O Expresso Pai da Aviação utilizará as composições do antigo Trem de Prata, que circulava entre as cidades de Rio de Janeiro a São Paulo na década de 90, o mesmo será reformado e , recebendo um envelopamento com as marcas das empresas patrocinadoras do projeto.

     Inicialmente, funcionarão a locomotiva e seis vagões – dois vagões-restaurante (com cerca de 50 lugares cada um) e quatro de passageiros (com 80 lugares cada um). 
 

     No dia 14/05/2009, na cidade de Santos Dumont/MG, com a presença do Exmo. Sr. Ministro-Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci Soares, dos seis (06) prefeitos municipais de abrangência do Projeto, diversas autoridades federais,  estaduais, e municipais, nossa entidade recebeu do DNIT, a cessão dos bens móveis (04 locomotivas diesel elétricas Alco GE 244, ano de fabricação 1952, 02 automotrizes BUD, 06 vagões de passageiros, sendo  04 poltronas e dois restaurantes), visando a implementação do Expresso Pai da Aviação.  


Paulo Henrique do Nascimento

Presidente da OSCIP – Ong Movimento Nacional Amigos do Trem

(32) 9961-1463 / 3235-0295
amigosdotrem@ig.com.br
www.amigosdotrem.com.br


 
 14.05.2009: A assinatura do repasse dos bens, ocorrida na Estação Ferroviária de Santos Dumont, contou com a presença de diversas autoridades como do Ministro Luiz Dulci, Prefeito de Juiz de Fora Custódio Mattos, Prefeito de Matias Barbosa Luiz Carlos, Prefeita de Antonio Carlos Aracy Cristina, Prefeita de Barbacena Danuza, Dr. Geraldo Lourenço Coordenador Ferroviário do DNIT, DR. Afonso Carneiro Filho do Ministerio dos Transportes, Dr. Cácio Ramos da Inventariança da RFFSA, Dr. Claudio Bellini Chefe da Unidade Regional da  Inventariança da RFFSA em Juiz de Fora,
Secretária do Patrimônio da União Dra. Alexandra Reschke,
Dr. Marcos Paulo Ministério Publico Estadual, Dr. Luiz Fernando de Almeida Presidente do IPHAN e Presidente da Oscip Amigos do Trem Sr. Paulo Henrique do Nascimento entre outras autoridades.

Adquira Camisas da Oscip Amigos do Trem

Contato: Paulo Henrique do Nascimento

Presidente da OSCIP – Ong Movimento Nacional Amigos do Trem

(32) 9961-1463 / 3235-0295
amigosdotrem@ig.com.br

 

Oscip Amigos do Trem trabalha incansavelmente para o retorno do Trem de Passageiros. Em breve, será possível novamente viajar de trem entre Matias Barbosa e Barbacena.

"A maior parte das coisas importantes no mundo foram realizadas por pessoas que continuaram tentando quando parecia não haver esperança de modo algum."
(Dale Carnegie)

Foto da reunião da Oscip com o Ministro dos Transportes Alfredo Nascimento.

Dr. Geraldo Lourenço de Souza, do DNIT, recebendo a Comenda João Gomes,  o mais nobre  título e honraria do município de Santos Dumont, devido ao seu grande apoio no Projeto Expresso Pai da Aviação, que ligará a cidades de Matias Barbosa/Santos Dumont/Barbacena, com objetivo de gerar emprego, renda, preservação do patrimônio público ferroviário e do desenvolvimento do turismo regional da Zona da Mata Mineira.

Foto do percurso a ser percorrido pelo Trem Turístico, prêmio Amigo do Patrimônio outorgado pela Prefeitura de Juiz de Fora a Oscip Amigos de Trem


Algumas curiosidades das cidades que serão percorridas pelo Expresso Pai da Aviação.

Matias Barbosa


Contexto histórico

O Município apresenta como um de seus atrativos turísticos a Capela do Rosário. Remanescente da Fazenda de Nossa Senhora da Conceição do Caminho Novo, que foi o principal pólo irradiador do povoado criado junto ao "registro" do Caminho Novo, era o local onde se cobravam impostos e taxas da estrada sobre o ouro e os diamantes levados de Minas Gerais para o Rio de Janeiro. Na fazenda ficaram hospedados alguns dos inconfidentes de 1789, sendo este episódio inspirador da tela "A Jornada dos Mártires", pintada por Antônio Parreiras, a qual retrata os inconfidentes passando por Matias Barbosa, tendo a capela ao fundo.

O português Matias Barbosa, sertanista e grande potentado obteve, em 1700, a concessão de uma sesmaria às margens do Rio Paraibuna. A sesmaria deu origem ao atual município. Na divisa de Minas Gerais com o Rio de Janeiro, foi criado o Registro de Mathias Barbosa, onde a Coroa cobrava seus impostos sobre o ouro e diamantes que saíam das regiões mineiras. Em volta desse registro formou-se um povoado que, com a denominação de Nossa Senhora da Conceição de Matias Barbosa, foi elevado a distrito de paz, no Município de Juiz de Fora, em 1885. Em 1911, o distrito já passou a ser apenas Matias Barbosa e, com essa denominação, foi elevado a município em 1923.

Atrativos históricos - culturais

Estação Ferroviária (Centro Cultural de Arte)

 

A estação ferroviária, marca registrada das cidades mineiras, destaca-se pelo charme da arquitetura inglesa. Abriga atualmente o Centro Cultural de Arte onde, além de expor o artesanato local, funcionam o museu e o arquivo municipal.

Capela do Rosário e Labirinto de Túneis

 
 

      

Da Capela do Rosário encontramos o labirinto de túneis, construídos sob a Capela, até hoje ainda não se sabe ao certo sua finalidade, mas foi construída na mesma época da Igreja, constitui o ponto turístico de maior visitação do município.

  Casarão Antigo

 
Outro ponto de importância histórica e turística do município é o Casarão Antigo, que se destaca pela arquitetura de época, construção de 1850, onde atualmente funciona um antiquário.
 Igreja da Sagranda Família - Distrito de Cotegipe


   Juiz de Fora

 

Contexto histórico

A história da região de Juiz de Fora começa a ser configurada no princípio do século XVIII, quando uma expedição bandeirante liderada por Garcia Rodrigues Paes Leme iniciou a abertura do chamado ‘Caminho Novo’, o qual ligaria a região aurífera de Minas Gerais ao porto do Rio de Janeiro.

A construção desse caminho favoreceu a ocupação do vale onde se encontra o município de Juiz de Fora, dando origem também a outros municípios do entorno. O reino de Portugal como forma de retribuir os serviços prestados distribuiu grandes porções de terras (sesmarias), das quais quatro foram cedidas a Garcia Rodrigues Paes Leme.

A sesmaria que correspondeu ao hoje Município de Juiz de Fora foi vendida em 1713 por João Oliveira, seu primeiro proprietário, ao Dr. Luís Fortes Bustamante e Sá, um juiz da cidade do Rio de janeiro. Devido ao cargo que ocupava, a sesmaria passou a ser chamada como Sesmaria do Juiz de Fora. A Fazenda Velha, como foi chamada até a demolição do sobrado da avenida Garibaldi, tornou-se um dos referenciais da época.

Quando o engenheiro alemão Henrique Guilherme Fernando Halfeld chegou à região com a missão de construir um novo caminho que ligasse Vila Rica a Paraibuna, não havia nenhum agrupamento urbano além do Morro da Boiada e a Fazenda do Juiz de Fora.

A nova estrada do Paraibuna foi construída no período de 1836 a 1838, constituindo um novo impulso para a formação do que seria o município, propiciando o surgimento do arraial que em 31 de maio de 1850 foi elevado à categoria de Vila com o nome de Santo Antônio do Paraibuna. Em 02 de maio de 1856, a Vila tornou-se o município do Paraibuna, recebendo a atual denominação de Juiz de Fora em 1856, proposta pelo Barão de São Marcelino à Assembléia Provincial.

Naquela época, foi iniciado o primeiro planejamento urbano da cidade, ficando a cargo do engenheiro Gustavo Dolt o desenho da primeira planta. Esta se constituía no alinhamento e nivelamento das ruas, na demarcação de praças e logradouros públicos e na previsão do futuro traçado da sua parte central orientando a expansão da cidade, buscando satisfazer as necessidades de saneamento e higiene.

O desenvolvimento cafeeiro na região da Zona da Mata Mineira proporcionou a Juiz de Fora um forte dinamismo que transformou a natureza comercial da produção agrícola regional de mercantil para agro-exportadora. Um importante fator para esta transformação foi a construção da estrada União Indústria pelo então Comendador Mariano Procópio Ferreira Lage.

Com a instalação da Cia. União Indústria, compreendida entre os atuais bairros Mariano Procópio e Cerâmica surgiu um povoado independente daquele originado pela Estrada do Paraibuna, o da colônia de imigrantes D. Pedro II, que se dividiu em dois núcleos: um agrícola (São Pedro) e outro industrial (Fábrica). Em 1860, a colônia abrigava 1.144 pessoas. O superior salário pago pela indústria fez com que grande parte dos colonos imigrantes deixassem de trabalhar no campo para empregar-se na indústria.

A influência dos imigrantes, juntamente com a população escrava que em 1872 correspondia a 37% da população juizforana, foi decisiva para a formação cultural da cidade.

A rodovia União Indústria revolucionou o sistema de transporte em Minas Gerais e abriu horizontes promissores à produção, ao comércio, à industria e ao desenvolvimento da cidade de Juiz de Fora.

Além desta rodovia, auxiliam positivamente a expansão cafeeira, o desenvolvimento do sistema ferroviário em Minas Gerais e a criação da Estrada de Ferro Leopoldina , em 1877, e da D. Pedro II, em 1875.

Contudo, a rodovia União Indústria introduziu uma nova dinâmica no sistema de comercialização da produção local, transformando o município em um entreposto comercial, dando-lhe a posição de ponto terminal de comunicação de Minas Gerais com o Rio de Janeiro. Nos moldes agro-exportadores, Juiz de Fora, favorecida por sua posição geográfica, foi destacada como núcleo urbano capaz de garantir a centralização de capitais regionais gerados pela economia cafeeira.

Ocorreram assim, vários tipos de investimentos urbanos em transportes, bancos, comunicações, saneamento e eletricidade, com destaque para a implantação da primeira Usina Hidroelétrica da América do Sul.

O setor industrial se mostrou como atividade econômica crescente, impulsionado pelo capital cafeeiro. Com a desativação das instalações da Cia. União Indústria surgiu nestas instalações a fábrica de tecidos inglesa Steele, Morrith & Whytaker, que mais tarde passaria a ser chamada de Companhia Têxtil Ferreira Guimarães. Entre os anos de 1889 e 1930, Juiz de Fora atingiu importância nacional como principal centro industrial de Minas Gerais. Apesar da razoável diversificação na produção de bens de consumo, o ramo têxtil se destacou, exportando tecidos para diversos locais em todo o País. Juiz de Fora continuou apresentando crescimento no setor industrial, apesar de não ter sido essa a sua principal atividade econômica neste período (o café continuou gerando mais divisas).

A partir da década de 30 do século XX, com a crise mundial iniciada pela quebra na Bolsa de Nova York, a agro-exportação do café entrou em um período de declínio, assim como o setor industrial local.

O declínio da indústria englobou uma série de fatores que vão desde a política econômica adotada pelo Governo, como pela falta de visão dos empreendedores locais para a modernização e diversificação do parque fabril. Dependente de matéria-prima e tecnologia importadas, e deficitária em infra-estrutura de energia elétrica e transportes, Juiz de Fora entrou em outra fase de sua história, com mudanças que caracterizaram um novo perfil para o município. Com a perda de seu crescimento industrial, Juiz de Fora passou de centro comercial atacadista para pólo regional de serviços.

Nessas condições, a economia urbana de Juiz de Fora manteve-se com o desenvolvimento de atividades terciárias, como os serviços de educação e saúde atendendo não só a região da Zona da Mata como a outras regiões mineiras e de outros estados. Os estabelecimentos comerciais, especialmente varejistas, passaram a ter importância na distribuição de bens e mercadorias.

De outro lado, a indústria têxtil tradicional passou por diversas alterações notadamente a partir da década de 1960 com o avanço das malharias. Juiz de Fora tornou-se um centro de fabricação de vestuário, o que representou o fechamento de grandes fábricas de tecidos e a crescente abertura de pequenos e médios estabelecimentos.

O antigo empresariado, baseado em grandes comerciantes e fazendeiros, cedeu lugar a pequenos empresários, comerciantes, operários e profissionais liberais, caracterizando o novo perfil econômico de Juiz de Fora.

Atrativos turísticos

Atrativos histórico-culturais

 

O Museu Mariano Procópio é um marco do pioneirismo do município e da obstinação de Alfredo Ferreira Lage (1865/1944), que dedicou sua vida à formação de um dos mais significativos acervos artísticos, históricos e de ciências naturais do País.

Filho de Mariano Procópio Ferreira Lage, Alfredo Ferreira Lage transformou, em museu particular, em 1915, a vila edificada por seu pai para receber a família imperial de D. Pedro II, em 1861.

Para marcar o centenário do nascimento de Mariano Procópio, Alfredo Ferreira Lage inaugurou o Museu em 23 de junho de 1921, na vila projetada e construída no estilo renascentista pelo arquiteto alemão Carlos Augusto Gambs e situada no alto e no centro de um parque de 78 mil metros quadrados. O parque do Museu Mariano Procópio valoriza em seus jardins a flora exótica e brasileira.

A ampliação do acervo de Alfredo Ferreira Lage levou à construção de um prédio anexo à Vila, onde foi criada a Galeria Maria Amália para abrigar parte das obras que integram uma pinacoteca, abrangendo principalmente o período de 1870 a 1930.

Em 13 de maio de 1922, o Museu Mariano Procópio foi oficialmente aberto ao público e inaugurado com acervo que ocupava tanto a Vila quanto o anexo. Em 29 de fevereiro de 1936, Alfredo Ferreira Lage efetivou a doação ao município do conjunto do Parque e do Museu Mariano Procópio. Com certeza uma visita a este museu é obrigatória, por se tratar ele de um dos mais importantes do Brasil. Localizado na rua D. Pedro II, s/nº, bairro Mariano Procópio.

Museu Ferroviário

          

Criado em 1985, o Museu Ferroviário conta a história da ferrovia através de seu acervo constituído por mobiliário, equipamentos, miniaturas, maquetes, instrumentos de comunicação, locomotivas, fotografias e livros. Está distribuído em cinco salas temáticas, sendo organizado de forma didática no andar térreo do prédio.

Além dessas salas, bustos em bronze de dois incentivadores do transporte ferroviário (Paulo de Frontin e Cristiano Otoni) estão expostos no hall de entrada, e também um painel com informações sobre o prédio histórico da estação, tombado como patrimônio municipal.

Integrados ao Museu estão o pátio interno com duas locomotivas e um vagão, espaço que ganhou um projeto de jardinagem, e os antigos armazéns da Estação, que agora abrigam o teatro de 78 lugares, totalmente reformado, além da Sala Multimeios.

O prédio da antiga Estação da Leopoldina e o acervo estão em processo de tombamento pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA).

O Museu Ferroviário abriga diversas salas temáticas, como a da Agência da Estação, que reconstitui o ambiente de uma agência de estação nas primeiras décadas do século XX; a de Sinalização e Via Permanente, que expõe equipamentos de comunicação e sinalização sonora e visual (bandeiras, sinos, lanternas, telégrafo, telefones de parede, de mesa e portátil, peças de linha férrea e ferramentas diversas), a do Escritório Ferroviário retrata os escritórios de ferrovias, com mobiliário de época, rara coleção de relógios de estação, livros e fotografias, a de o Material Rodante e Aspectos Tecnológicos, caracterizada com placas originais de locomotivas e carros de passageiros, ambientação de vagão de passageiros com suas peças originais e vitrines com instrumentos de precisão, equipamentos de trabalho e louças e talheres ingleses dos restaurantes dos carros de passageiros.

O Museu Ferroviário localiza-se na Avenida Brasil, nº. 2001 no Centro de Juiz de Fora.

Museu de Arte Moderna Murilo Mendes

Este Museu foi inaugurado em 20 de dezembro de 2005, no antigo prédio da Reitoria da Universidade Federal de Juiz de Fora, instituição que o administra. O seu acervo foi formado a partir da doação da biblioteca do escritor e poeta Murilo Mendes, em 1976.

A biblioteca ficou inicialmente abrigada na Biblioteca Central, no Campus da UFJF, até 1993. Com a doação de obras de arte que também pertenceram ao escritor, por sua viúva, D. Maria da Saudade, criou-se o Centro de Estudos Murilo Mendes, em 1994, reunindo os acervos.

O acervo de arte é composto, principalmente, por itens de Arte Moderna, enquanto que a biblioteca possui obras de escritores consagrados, sobretudo nas áreas de religião,música,história,literatura em geral, além de obras raras, muitas contendo dedicatórias a Murilo e Maria da Saudade.

O Museu abriga, além do acervo bibliográfico e artístico do poeta, as bibliotecas dos professores Arcuri e Guima, ricas em volumes sobre história, filosofia,arquitetura, artes cênicas, literatura em geral, entre outros. O acervo de artes plásticas também tem sido expandido através de doações e parcerias com outros institutos similares.

A instituição possui laboratórios de conservação e restauração, que atendem não só as peças do acervo do museu, como prestam serviços de consultoria e restauração de patrimônio a particulares.

O Museu localiza-se na rua Beijamin Constant, nº 790 - Centro

Cine Teatro Central
 

Um dos mais significativos teatros de Minas Gerais, o Cine Teatro Central foi tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional. Inaugurado em 30 de março de 1929, simbolizava toda a efervescência cultural vivida em Juiz de Fora na época em que se projetava como centro comercial e industrial.

O prédio foi restaurado e reinaugurado em 1996. Possui acústica admirável e sistema de ventilação único, circundado de janelas e portas por onde o ar penetra livremente, mantendo a temperatura da sala sempre agradável e suave. A sua construção constitui um triunfo de técnica; as decorações internas foram confiadas ao pincel de Ângelo Bigi.

Seu palco foi projetado para apresentações de óperas, balés e orquestras, mas o teatro também teve sua importância como cinema, principalmente nas décadas de 30 e 40. O Prédio do Central é um exemplo de integração entre arquitetura e artes plásticas. Em 1994 passou a pertencer à Universidade Federal de Juiz de Fora.

O Teatro localiza-se na praça João Pessoa, s/n, no Calçadão da Rua Halfeld.
Usina de Marmelos Zero
   

A Usina de Marmelos Zero foi primeira Hidrelétrica da América do Sul, construída pelo industrial Bernardo Mascarenhas e inaugurada em 1889. Juiz de Fora foi palco da primeira experiência de iluminação pública da América Latina, marco da energia elétrica no Brasil.

Edificação singela está implantada em nível abaixo da Estrada União Indústria. Suas paredes foram edificadas com alvenaria de tijolos maciços aparentes, sobre embasamento de pedra, sendo vazadas por vãos com vergas em arcos abatidos em seqüência ritmada.

 

A cobertura de duas águas é recoberta por telhas francesas e tem os beirais ornamentados por lambrequim. Uma pequena torre de seção quadrada e telhado de quatro águas marcam a construção.

O momento histórico de sua instalação é especialmente delicado, pois, dois meses mais tarde, viria a Proclamação da República. A Usina era como um símbolo dos novos tempos e rendeu a Juiz de Fora o apelido de “Farol da América Latina”.

Atualmente, abriga um espaço cultural que retrata um pouco os caminhos do desenvolvimento industrial do Brasil.

Localiza-se na rodovia União Indústria, s/nº., em Juiz de Fora

Morro do Imperador
   

O nome Morro do Imperador adveio da visita do Imperador D. Pedro II à cidade no ano de 1861, quando da inauguração da Rodovia União e Indústria. Na ocasião foi oferecido um chá em homenagem ao Imperador no local, que, a partir de então, passou a ser conhecido como Morro do Imperador.

Situado a 1492 metros de altitude, de onde se tem uma das mais belas vistas da cidade foi, desde a formação do núcleo urbano de Juiz de Fora no século passado, ponto de encontro para piqueniques e passeios.

O monumento ao Cristo Redentor foi construído em posição de destaque no Morro do Imperador, apresentando características arquitetônicas neogóticas, estilo que influenciou as construções religiosas do período.

Possui planta quadrangular e volumetria marcada pela verticalidade, desenvolvendo-se praticamente em dois estágios. A imagem do Cristo sobre pedestal protegido por gradeado em ferro coroa a composição.

O repertório decorativo inclui arcos ogivais, colunas duplas com capitel jônico, vitrais, painéis almofadados e arcaturas e revestimento em bossagem. A estrutura mista é vedada por alvenaria de tijolos cerâmicos.


Ewbank da Camera

      

Contexto histórico

Município mais novo do trecho ferroviário em estudo, Ewbank da Câmara é o menor dos quatro municípios. A Prefeitura Municipal atualmente coordena o turismo histórico e cultural da cidade.

Situado na Zona da Mata Mineira, ocupa um território de 104km2, dista 255 km de Belo Horizonte, e sua sede encontra-se a 778m de altitude. Suas raízes históricas estão ligadas à Barbacena do século XVIII. As lavouras produzem principalmente milho, arroz, café, feijão, mandioca e cana.

No século XVIII, com a abertura do Caminho Novo para o Rio de Janeiro, toda a região de passagem teve o desenvolvimento impulsionado. Barbacena, Santos Dumont e Juiz de Fora experimentaram uma fase de grande progresso. Em 1890, no povoado de Tabuais, pertencente a Juiz de Fora, foi inaugurada a estação ferroviária da Central do Brasil, batizada de Ewbank da Câmara em homenagem a um engenheiro da empresa. O lugarejo cresceu rapidamente, sendo elevado a distrito de Santos Dumont em 1923. Durante o Estado Novo, o nome foi aportuguesado para Eubanque. Em 1962, elevado a município, voltou a se chamar Ewbank da Câmara.

Atrativos turísticos
Igreja de Santo Antônio

 
Trata-se de uma igreja católica que se constitui como referência da cidade. 
 
A cidade apresenta como atrativo para lazer a Cachoeira Boa Ventura, conjunto de duas cachoeiras próximas à barragem Chapéu d’Uvas.

Como infra-estrutura ao turismo e lazer, o município conta com dois hotéis para hospedagem, sendo um hotel fazenda e seis estabelecimentos para alimentação: dois restaurantes, um fast-food e dois bares. O calendário de eventos do Município dá destaque para a festa de Santo Antônio, comemorada em 13 de junho e o aniversário da cidade, comemorado em 30 de dezembro.

 
Trecho da Estrada Real

Localizada no morro atrás da Estação Ferroviária e do campo de futebol. Atravessa a cidade de Ewbank da Câmara. Faz parte do circuito da Estrada Real, antigo caminho trilhado pelos bandeirantes para circulação do ouro entre as cidades de Ouro Preto e Rio de Janeiro. Este trecho foi recentemente catalogado pelo Instituto Estrada Real.


Santos Dumont

 
 

Contexto histórico

O povoamento da região onde se localiza Santos Dumont está associado à abertura do "Caminho Novo", que fazia ligação entre a sede da Capitania, situada no Rio de Janeiro, e a região aurífera das Minas de Cataguases.

Naquela época, veios auríferos foram sendo descobertos de maneira espacialmente dispersa pela área, tornando necessária a implantação de pontos de parada que pudessem oferecer suporte aos viajantes, pois careciam de locais para provisão de alimentos, troca de animais e descanso. Dessa forma, o Governo da Metrópole permitiu a concessão de terras a quem quisesse cultivá-las à margem do Caminho Novo, propiciando assim, o aparecimento de pequenos núcleos populacionais.

Domingos Gonçalves Ramos foi um dos que obteve tal concessão, requerendo uma gleba como Sesmaria em 26 de fevereiro de 1709. Aí se estabeleceu com sua família e dois genros: Pedro Alves de Oliveira e João Gonçalves Chaves. Este último, em janeiro de 1715, obteve do Capitão-General da Capitania uma parte excedente da porção norte da sesmaria do sogro, que, em novembro de 1728, foi adquirida por João Gomes Martins. Suas terras se tornaram conhecidas pelo nome de rocinha de João Gomes, correspondendo ao Bairro de Santo Antônio ou de João Gomes Velho, na atual cidade de Santos Dumont. O outro genro, Pedro Alves, requereu excedentes da parte sul, lá estabelecendo engenhos e plantações, em lugar que hoje também abriga parte da cidade.

Relatos obtidos descrevem o Arraial de João Gomes como sendo dotado de belas paisagens, comparando-se, no imaginário da época, com o sul da Suíça. O arraial era então distrito de Santo Antônio do Paraibuna (atualmente Juiz de fora). Através de Lei Provincial em 1854, foi incorporado ao município de Barbacena. Em 1865, desmembra-se da Freguesia de Chapéu D'uvas e, dois anos mais tarde, eleva-se à categoria de Paróquia. Com Decreto de julho de 1889, foi criado o município de Palmyra, hoje Santos Dumont.

As versões sobre a origem do nome são controversas. De acordo com a Enciclopédia dos Municípios, a denominação Palmyra devia-se a uma homenagem prestada à filha de João Gomes Martins, que teria sido responsável pela doação de patrimônio à Capela de São Miguel e Almas. Entretanto, verificou-se que a moça se chamava Ana e que o patrimônio da Capela foi doado por herdeiros indiretos, e não pela filha do sesmeiro, tornando pouco provável a versão da referida enciclopédia.

Outra versão identificada conta que, nas discussões que acompanharam a criação do município, o Deputado Severiano de Resende teria proposto o nome de Palmyra, havendo quem sugerisse que ele queria homenagear uma filha sua ou do Governador da Província. O Deputado argumentou que o povoado guardava semelhanças com a cidade síria de Palmyra, a qual, mesmo estando no interior de um deserto, transformara-se em oásis próspero, favorecida pelos recursos naturais. Tal versão teria sido relatada pelo Prefeito Municipal ao Governador do Estado, em 1932.

No mesmo ano, em 31 de julho, o município passou a denominar-se Santos Dumont, em homenagem a Alberto Santos Dumont (chamado Pai da Aviação), aí nascido.

Foi relativamente precoce a importância do setor industrial na economia da localidade: em 1923, criou-se a Fábrica de Coalho Frísia; em 1912, a Companhia Brasileira de Carbureto de Cálcio – CBCC; e, em 1922, a Ribeiro Fonseca Ltda. Ao longo do tempo, o município passou a contar também com várias unidades produtoras de laticínios. Segundo o Censo de 1950, além da CBCC e da indústria de laticínios, existiam fábricas de meias e tecidos, metalúrgicas, torrefação e moagem de café e, produção de energia elétrica.

Outro fator que muito influiu na história municipal foi a presença da Rede Ferroviária. A Estrada de Ferro D. Pedro II teve seu apogeu na segunda metade do século XIX quando os requerimentos de transporte de café eram intensos no Vale do Paraíba. Com a decadência dessa cultura na área, a Pedro II foi incorporada à Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB).

Até recentemente, Santos Dumont permaneceu marcada pelas mesmas características mencionadas. Nos últimos anos, porém, as mudanças ocorridas em escala mundial e nacional tiveram reflexos desfavoráveis sobre sua economia. Entre elas, destacam-se o avanço tecnológico e gerencial no ramo de laticínios, não acompanhado a contento pelos empreendimentos locais, e a privatização da ferrovia, que significou expressiva reestruturação das atividades e, conseqüente dispensa de pessoal, com impactos negativos sobre os ferroviários residentes no município.
 

Atrativos turísticos

Museu de Cabangu “Casa natal de Santos Dumont 

 


 

 

  




A Fazenda de Cabangu está localizada na Zona Rural de Santos Dumont, no Distrito da Mantiqueira, a 16 Km do centro da Cidade. O acesso ao atrativo pode ser feito por ônibus através da linha Mantiqueira; a empresa oferece poucos horários limitando a ida de turistas ao Museu.

A Casa de Cabangu é mantida sob a guarda do Ministério da Aeronáutica (EPCAR – Barbacena) e é o principal atrativo turístico do Município de Santos Dumont. Foi transformada em museu devido a seu valor histórico, pois é o berço do Pai da Aviação, contendo registros, documentos, fotos e peças de arte trazidas da França. Destaca-se também, sua arquitetura de casa mineira retratada através de suas cores e seu telhado colonial. Em 1973 foram construídos 3 (três) pavilhões em forma de Chalés onde está exposta toda uma cronologia da história da aviação.

O acervo disponível no Museu de Cabangu tem um grande valor documentário, como cartas e fotos recuperadas nas catas em 1932, além de móveis do início do século XX. Tombado como parte integrante do Patrimônio Histórico e Cultural do Município de Santos Dumont, encontra-se em bom estado de conservação. É administrado pela Fundação Casa de Cabangu e a verba para a sua manutenção é repassada pela Prefeitura Municipal.

Viaduto das Três Bocas
 

Localizado no Bairro Santo Antônio, o viaduto Vasconcelos, conhecido por Três Bocas devido às suas arcadas, foi construído em 1875, na mesma época do Viaduto Sergio Macedo.

É uma construção em alvenaria de pedra de cantaria e possui 48m de comprimento e estrutura resolvida em três arcadas, sob as quais passam a estrada que liga Santos Dumont ao Distrito de Mantiqueira e a localidade de Cabangu ao Rio das Posses e um pequeno Capão.O viaduto é de propriedade da Rede Ferroviária Federal e foi tombado pelo município através do decreto nº. 1442 de 28/ 12/ 1998. Seu estado de conservação e o acesso ao local encontram-se em bom estado.

Primeiro Chafariz Caminho Novo (Estrada Real)

Localizado em São Pedro das Perobas, encontra-se na subida da Serra da Mantiqueira, também conhecida como “Serra do Navio”, sendo calçada por paralelepípedos originais de sua construção. No percurso, observa-se bela paisagem natural, antigas fazendas e algumas inscrições de época em pedras.

Este Primeiro Chafariz servia para a estrada de tropeiros que vinham do interior de Minas Gerais, levando ouro para o Rio de Janeiro na época do Brasil Colônia. Entretanto, não existe sinalização de identificação turística durante o percurso, nem guias para condução ao atrativo. Não existe proteção patrimonial para o chafariz que está em estado de depredação, poluição visual e abandono. O muro por onde sai a água está caindo e a mata localizada à montante do chafariz está bastante regenerada. Não existe transporte regular para o atrativo.

Segundo Chafariz Caminho Novo (Estrada Real)

Está localizado no mesmo caminho e possui as mesmas características do Primeiro Chafariz. Existe nele uma homenagem ao Engenheiro Mariano Procópio, porém a placa de homenagem encontra-se em estado de ruína por ação de vândalos. O Chafariz em si, encontra-se em melhor estado de conservação que o Primeiro, apesar de ter sido retirada a “pia” por onde a água sai.

Barbacena

        

Contexto histórico

As primeiras informações referem-se à fazenda Borda do Campo, cujos proprietários, Garcia Rodrigues Paes Leme e Domingos Rodrigues da Fonseca Leme, foram responsáveis pelas primeiras construções, datadas do fim do séc. XVII e que originaram o povoado. Também abriram um novo caminho para o Rio de Janeiro, o que possibilitou um grande desenvolvimento para o local. Em 1726, a capela de Nossa Senhora da Piedade de Borda do Campo é elevada a matriz e, no ano de 1748, é autorizada a construção da igreja nova, sendo inaugurada, em 1764, pelo padre Feliciano Pita de Castro, como a nova matriz. Já em 1791, o arraial da Igreja Nova de Campolide é elevado a município, passando a se chamar Barbacena, em homenagem ao governador da província, que havia nascido em uma vila de mesmo nome, na região do Alentejo. Em 1823, ganha o título de "Nobre e Muito Leal Cidade de Barbacena".

Atrativos Turísticos

Pontilhão D. Pedro II
 

Este viaduto é uma construção de 1870 feita pelo arquiteto alemão Hertell. Anos mais tarde, serviu de passagem para a locomotiva da Estrada de Ferro Central do Brasil. Está localizado no Bairro Pontilhão. Possui três arcos com pedras revestindo seu exterior; onde se lê as inscrições "E.F.P.II".

Fazenda do Registro Velho
 

Construção datada de 1698, pertenceu ao inconfidente Padre Manoel da Costa. Situada a 1 km da estação de Sá Fortes e a 10 km do centro de Barbacena, no sentido Antônio Carlos. Nesta fazenda reuniam-se também os chefes da Revolução Liberal. Possui uma murada feita pelos escravos. Seu interior é simples; contudo, mantém ainda a originalidade.

Igreja Matriz N.S. da Piedade
 
O início de sua construção data de 1748, sendo suas obras ultimadas em 1764. Este templo foi obra do arquiteto português Alpoim. Em seu interior existem altares barrocos com artísticas imagens do século XVIII. Possui duas torres laterais, sendo que em uma delas há um relógio doado por D. Pedro II ao município. Localização: Praça dos Andradas, s/nº.
Igreja Nossa Senhora da Boa Morte
 

Foi concluída em 1861. Possui altares em talha dourada com pintura no forro. Considerada externamente a mais bela Igreja de Barbacena, possui duas torres laterais, cemitério nos fundos e um antigo relógio de sol ao lado da entrada principal. Tombada pelo IPHAN. A mesma pode ser conferida na Praça Professor Soares Ferreira, s/nº, Boa Morte.

Trem Xangai

O "Xangai" era um trem puxado por locomotivas diesel, uma espécie de trem metropolitano que ligava as estações de Mathias Barbosa e de Benfica, trafegando por quase toda a extensão dentro do município de Juiz de Fora. Encontram-se referências a ele em horários pelo menos desde 1951 (em 1948 ainda não). Em 1994, passou por uma reforma, tendo sido extinto em 1996, devido à privatização da linha em meados desse ano.


Vera Cruz, que ligava o Rio de Janeiro a Belo Horizonte com poucas paradas, e diversos trens "paradores", que demoravam muito mais tempo para fazer o mesmo trecho, mas que movimentavam populações locais. Durante os últimos anos da década de 1970, o Xangai foi "absorvido" por estes trens, voltando, entretanto, a circular no mesmo trecho original algum tempo depois. Quando acabou, em 1996, tinha o mesmo trajeto de suas origens, Matias Barbosa - Benfica. Um trem de subúrbio, mesmo. "Ainda temos um trem diário de passageiros, exceto nos domingos e feriados, ligando Benfica a Matias Barbosa, num trajeto de 26 quilômetros. A viagem inicia-se às 5h da manhã, em Matias Barbosa, com 1 locomotiva (geralmente U-20C); 1 vagão-madrinha; e 3 carros de aço-carbono na pintura azul e branca. Matias Barbosa é pé-de-serra, com altitude de 477 metros. O trem segue passando por Cedofeita, Retiro, Juiz de Fora (km 275 e 678 metros do nível do mar. Segue passando por Mariano Procópio, Francisco Bernardino, Barbosa Lage, Setembrino de Carvalho, Coronel Felício Lima, e finalmente Benfica, a 685 metros de altitude, num total de 1 hora e 30 minutos. Em abril de 1993, a passagem custava Cr$ 5 mil no trecho Benfica - Juiz de Fora; e Cr$ 9 mil no trecho inteiro. O trem retornava partindo de Benfica às 17h, passa por Juiz de Fora às 17h30 e chega às 18h30 a Matias Barbosa, onde pernoita, partindo novamente na manhã seguinte. O trem tem o apelido de Xangai, em analogia com o Transiberiano, pois Juiz de Fora era considerada "a Manchester brasileira", com grandes indústrias, e por existir em Benfica uma fábrica de munições. Os operários eram transportados por esse trem, assim como os soldados de um quartel existente próximo à estação de Setembrino de Carvalho. O Xangai já foi rebocado por Mikados possantes, pelas RS-1 e RS-3, pelas U-5B e recentemente pelas U-20C. De vez em quando, as U-23C, as SD-38 e SD-18 se revezam com as U-20C na tração. Até cerca de 1990, o Xangai tinha mais um horário, saindo de Benfica às 11h e partindo de volta de Matias Barbosa às 13h, mas foi suprimido, ao mesmo tempo em que o horário restante teve o número de carros reduzido de 5 para 4, depois para 3, em seguida 2, e recentemente voltou a fixar-se em 3 carros. A melhor época para nele andar é o verão, pois toda a viagem transcorre com dia claro (Hugo Caramuru, Centro-Oeste nº 79, 1993). Na Revista Ferroviária de setembro de 1994, uma reportagem afirma que o Trem Xangai havia sido (re) implantado nesse ano pela SR-3 da RFFSA, partindo de Matias Barbosa às 05:30 e de Benfica, na outra ponte, às 12:00; outro trem parte de Matias às 13h20, partindo desta e retornando para Benfica às 17h10. Segundo a RFFSA, em julho desse ano o trem era tão concorrido que a empresa teve de restringir o embarque nas estações, pois pessoas passeavam indo até Matias Barbosa e não desembarcavam, voltando no trem e não deixando espaço para quem queria embarcar por ali. Ainda segundo a revista, "antes da reforma, o Xangai operava com apenas dois carros de passageiros e apenas um horário em cada estação". Ele estava operando com a composição de uma U-20 puxando quatro carros de passageiros, com um total de 288 passageiros sentados, tendo, entretanto, perdido o ar-condicionado que existia antes. Por fim completa dizendo que, enquanto em janeiro desse ano (1994) o trem havia transportado apenas 1840 passageiros, em julho, o número subiu para 26.474. ou seja, 14 vezes mais.



                                                       


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